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POEMAS

ESCRITOS

NO

CÉU

E

NOS

OLHOS

QUE

VISLUMBRAM

O

INFINITO

(Viegas Fernandes da Costa)

LEIA ALGUNS DOS POEMAS

 1964

 Quem Plantou os Cogumelos?

 Espantalhos no Deserto

 Riscos nos Muros

 Poesia Marginal

 A Pedra

 Diários de um Insone

 Da Noite os Olhos Homicidas

 A Loucura Caminha na Penumbra do Ser

 Negação

 

Assino meu nome na pedra

Que se gasta com o tempo

 

As pedras também não são eternas

 

Pétreas quimeras

que se transformam em pó

 

(Viegas Fernandes da Costa)

 

 

"QUE IMPORTA QUE MORRA O POETA? IMPORTA QUE NÃO MORRA O POEMA"

(Cruz e Souza)

 

Instantâneos

Viegas Fernandes da Costa

A mãe embala seu filho,

Acarinha seu rosto macio

e com trapos inutilmente estanca o sangue que se perde na terra perfurada pela guerra

 

A criança corre em desespero

a pele se descola do corpo, está nua, desorientada

e ao fundo o ruído gigantesco dos aviões milionários que despejam o napalm

 

Quando cala a noite dois amantes descobrem o primeiro beijo, a carícia íntima, o desejo;

perdidos entre os lençóis e o estupor da descoberta

fazem o mundo valer a pena

www.viegasdacosta.hpg.ig.com.br