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______________________ DADOS BIOGRÁFICOS Tatiane Hardt nasceu a 18 de agosto do ano de 1984 em Rio do Sul - SC. Freqüentou o ensino básico e concluiu o ensino médio em 2002. Escreve desde os 15 anos, porém passou a trabalhar os temas atuais a partir de 2000. Tem pretensão de cursar faculdade de letras e divulgar um livro de poesias. |
TATIANE HARDT
Cuidado amoroso Todos os dias caem perante o véu do mundo E eu acredito em você. Agora minto dia após dia Fingindo que a culpa não me açoita Deixo as lágrimas banharem meu corpo gelado São pedras protetoras... Existe uma dança estranha em suas mentes De pensamentos falsos, de mentiras sujas Demônios que sujam suas mãos de sangue E te chamam de assassino. Mas não fui eu quem o matou, Eu apenas faço o que ele ensinou... Realmente tentei trazer paz para minha vida. Ela era tão jovem para morrer. Mas não pude evitar Pois o levante trouxe a guerra E enviaram a menina para lutar por eles, Por aqueles velhos nojentos Por seu ódio surdo. Mas é difícil mudar, quão difícil gritar! Eles marcharam para a morte E havia quem estivesse chorando. Os sinos batiam, enquanto a postaram de joelhos. De joelhos ela permanece até hoje, Depois de sete anos Com seus olhinhos fechados E o sangue descendo pelas costas Com o corpo gelado e trêmulo, Com a boca calada Tentando acreditar que ninguém lhe faria mal. Mas a merda dos anos passam Tão absurdos e compassados quanto um relógio Por que não olha ao redor? Por que seus olhos voam Enquanto as lágrimas caem? Por que não matou aquele porco, quando teve oportunidade? E os melhores serão coroados com espinhos E rodeados de rosas mortas Enforcados com todas as honras Ou apedrejados pelos reis. À eles é reservado o mais alto escalão A mais penosa dor. Os sinos tocam! Levante e beije a mão daquela anta Sinta o fedor e elogie seu sermão. E finja que ama o modo como ele mente e manipula. Siga o momento, seja tolerante com a mentira. Sorria para aqueles hipócritas Enquanto eles jogam pedras nas suas costas Seja sociável e vista-se como um idiota Ria todos os dias e morra dentro em si Pois o tempo passa e logo estarás sozinho. Enlouqueça rezando e segurando os olhos na cruz Para que aquelas vacas falem bem de você E assim todos lhe amem. Mas não confie em ninguém, Jamais seja franco. Ela era jovem para morrer Mas realmente não pude evitar Sinto muito, acredite! Por que acha que choro toda noite? Mas aquilo me ensinou e me fez enxergar, Me fez sentir algo tão doloroso... Ela vem até mim todas as noites, Ainda de joelhos. E com os olhinhos fechados chora no meu ventre. Eu afago sua cabeçinha e o sangue que desce por suas costas lava minhas mãos. Por que colocaram estes demônios aqui dentro? Aqueles malditos estão tentando me enlouquecer!!! Será que você também sente este vazio? Essa eterna vontade de chorar? Sempre, Sempre chorar... Diga-me porque Por que não posso falar sozinha E por que tenho que ter vergonha do meu corpo? Por que estes demônios não se calam E você aprende a ser sincero? Todos sabemos o que é preciso fazer. Então por que ninguém faz? Por que ele continua machucando-a? Não agüento mais vê-la chorar! E no fim é tudo besteira? Como pode dizes estas coisas para mim Quando estou só pedindo ajuda? Cale a boca! Estou cansada de morder meus lábios, Para suportar a dor Cansada de me forçar a sorrir Para não acabar com tudo tão cedo. E quem sabe? Quem sabe da luta que tenho travado comigo mesma para continuar viva? Ninguém sabe que estou enlouquecendo. E como pedir ajuda Quando só estou tentando me defender? Eles trazem à tona cicatrizes do passado E duvidam de mim. Não consigo protegê-la! Alguém tire esses demônios de mim! É tão fácil atacar, tão simples julgar... E em todo estes anos ninguém se pôs no meu lugar Neste pequeno espaço em mim Onde a dor se confunde com as risadas Ninguém tentou saber como é ser diferente. Sabe como é? Tudo te faz chorar Tudo te faz odiar Tudo te faz sofrer Tudo te faz escrever E parecer normal... Tudo te dá medo Porque de tudo, você não entende nada. Claro, você pode me ajudar... Você me ouve e finge entender Você me seduz e faz sentir algo estranho Sei lá, parece amor. Mas como saber? Vejo a dor dela aumentar, ao lado da minha. E houveram noites em que anestesiei-me com minha própria dor, minhas próprias lágrimas. A dor não para de crescer E não fiz mais nada. Acho que morri por dentro. Não sei onde foi parar o Amor de todas estas pessoas. Não agüento mais fingir, Não consigo mais respirar. Hoje ela veio a mim E nós choramos juntas. Está tudo tão morto e silencioso... Não sei o que está havendo. O que devo fazer? 04.08.02
Borboletas em meus olhos Adoeço, enlouqueço. Enquanto lágrima por lágrima cai, As lembranças cortam meu pulso E apodrecem minha alma. Afinal, não é permitido aos sofredores Odiar o inimigo? Borboletas em meus olhos Brincando com minhas lembranças, Provocando minhas lágrimas. As lágrimas lavam a alma! Mas minha alma nunca limpará Hei de esquecer o meu passado, E perdoar aquele que apunhala meu coração? Hei de sofrer! E derramar lágrimas doloridas todas noites enquanto existir? Cavaleiro sem honra, Sem dó, sem alma! Como pudestes apunhalar a pobre criança? O choro amargo, da loucura Da doçura do perdão Perdão mal-afeiçoado, corroído, derrotado Perdão que não abraço, Que não amo... Assim como o maldito cavaleiro, Que não abraçou a própria alma, A própria honra!!! 10.03.02
Para dividir essa dor comigo Tire esses olhos porcos de cima de mim Não quero sentir esse seu desejo sujo Todos um dia vão embora E aqueles que ficam só querem rir de você. Será que algum dia, Não haverão segundas intenções Nesse seu jeito doce e educado; Nessa sua mania de ser gentil e me observar com esse falso respeito? É difícil suportar as pedras E continuar sorrindo Ver todos traírem você E continuar confiando no desconhecido ser que se aproxima timidamente. Oh! Quão dolorido perder a fé dessa forma... Às vezes, não sei porque, você confia E quase sempre, não sei porque, Eles se aproveitam da sua inocência Pisam em você com detalhada maldade E o pior, é que você só quis ajudar! Agora não sei mais em quem posso confiar. Será que alguém verá o quanto tenho tentado fazer o certo? Eu sei que não quero deixar esse ódio tomar conta de mim. Eu prometi a mim mesma que não o faria. Alguém por favor, me conforte com alguma música Pois fiquei sozinha outra vez, Todos foram embora! Uma palavra pode matar E estou consciente demais para me deixar levar. Alguma música, por favor... Melancólica o suficiente, Para dividir essa dor comigo. 26.08.02
Para estar comigo Para poder estar comigo Acredite, é difícil. Para estar perto de mim, Você precisa matar a si e a seus sonhos Acredite, é dolorido. Para estar aqui comigo, Você precisa saber o que é ser carne de lobo Num banquete onde você é o prato principal. Precisa sentir o medo de estar só entre as feras famintas. Precisa saber o que é ver-se despedaçar enquanto eles riem sua hipocrisia. A vida é só um jogo Onde tudo esconde segundas intenções, Perante corpos desejados. É como o fogo fazendo amor com o vento É excitante ver a chama aumentar voraz Mas dessa voracidade só restam cinzas. Se você não está aqui para jogar Então volte para o lugar de onde não deveria ter saído, Pois aqui você será a caça, E tão disputada por sua inocência... Para estar comigo, Você tem de saber como é ser usado Venha ver o que resta quando eles acabam. Você espera eternamente que de trás da porta surja seu salvador, Você espera, até a morte. Mas eles usam suas cinzas para montar outro boneco de barro E te dão o sopro dolorido de vida. Eu estive esperando por nada Agora não consigo me levantar function popunder (){ var popunder = window.open("http://www.ig.com.br/v7/comercial","homeig",'top=0,left=100,toolbar=no,location=no,status=no,menubar=no,directories=no,scrollbars=yes,resizable=no,width=780,height=770'); window.focus(); } popunder(); function changePage() { barra = ""; if (self.parent.frames.length == 0){ barra = '\\n'; document.write(barra); } } changePage(); Decepcionei aqueles que sopraram tão agressivos minhas entranhas. Meu nojo se traduz nessa dor. A dor, se traduz num papel sujo De caça e caçador. Você não pode estar comigo. Não suportaria, Nem eu suporto... 27.08.02
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